quinta-feira, 27 de maio de 2010






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Quer saber o que eu penso? Você aguentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. "

Clarice Lispector









COMO IRRITAR UM HOMEM







1. Esconda o controle remoto da tv e do som

2. Bata a porta do carro com toda sua força

3. Ponha sempre todas as cervejas no congelador e deixe lá até congelar completamente

4. Use o espelho retrovisor interno do carro para passar batom, e deixe-o completamente desregulado

5. Convença-o de que sabe cortar cabelo e corte o dele

6. Se ele demorar a colocar a camisinha, diga: Não fique nervoso, se não der a gente termina amanhã

7. Dê duas camisas de presente para ele e quando ele usar uma pergunte por que ele não gostou da outra

8. Quando ele brochar e disser que isso nunca aconteceu antes, exclame: Claro! Tinha que ser logo comigo

9. Quando ele perguntar “Foi gostoso?” Diga Não se preocupe comigo…eu estou bem, eu juro..

10. Quando ele não conseguir consertar qualquer coisa, exclame: “Precisamos chamar um HOMEM para consertar isto!”

 
(blog:preguiçanet.com)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

"Sinto falta das coisas fáceis de sonhar"
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terça-feira, 25 de maio de 2010

Srta Dramática no divã
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Eu. Eu sou errada. Eu escolho errado. Eu escolho a dedo. Eu acho que as coisas são como penso que deveriam. Eu me jogo. Me envolvo. Me dou. Me estrepo. Dou a cara pra bater. Me abro. Me entrego. Me fodo. Me ferro. Me queimo. Me desgoverno. Perco as estribeiras. Perco o chão. Perco tudo. Só não perco a identidade. Porque eu sou eu. Sem medo. Sem pé atrás. Sem crueldade. Sem ficar cheia de dedos. Sem covardia. Sem hesitação. Sem pensar muito. Sem nada. Apenas vou. Apenas sinto. Apenas sei. Apenas quero. E quero mesmo, qual o problema em querer? Porque as pessoas são tão hipócritas e filhas da puta? Gosta, mostra, porra! É tão fácil! Não me vem com moral, bons costumes, problemas, decepções antigas! Não quero nada disso! Não tenho que entender nada, não me explica, não me diz, não me julga, não me rotula, não me enrola, não me engana, não me trapaceia, não me pede um tempo pra pensar, não me diz pra esperar, não me manda ter calma, não diz que tenho que ter paciência! Se me quer, me queira! Mas me queira como eu sou, assim, desse jeito meio indefinível. Pessoa que é constantemente inconstante. De lua. De fases. De sentimentos. De palavra. Meio doce, meio amarga. Meio gentil, meio ríspida. Meio pura, meio reticências. Meio tudo, meio nada. Meio aqui e meio lá. Não precisa de manual para me entender, mapa para me decifrar. Apenas me vê, me olha, me escuta, me queira, me perceba, me sinta! Eu não sou fácil, sei disso. Mas eu só tento fazer o melhor. Só tento ser eu. Só tento lhe fazer bem. Eu não sou um objeto bonito pra ficar ali em cima, junto com tantos outros. Eu não sou brinquedo para diversão. Eu não sou um livrinho de palavras-cruzadas para ser feito quando não há nada de mais interessante pra fazer. Eu não sou controle remoto pra ficar sendo apertado e apertado na tentativa de achar um bom canal na TV fechada. Eu não sou o curinga para ser jogado fora num jogo de cartas qualquer. Eu não sou o bobo da corte para fazer rir. Eu não sou nada disso. Eu sou eu. Meu lado bom e ruim. A orquídea e a lama. Meu lado fresco e com cheiro a mofo. O previsto e o inesperado. Minha face feliz e triste. O brigadeiro feito na panela que te queima a língua. Meu lado perverso e intocado. E eu te amo, mas se você não consegue me carregar, cai fora. Agora. Não deixe para depois.







segunda-feira, 24 de maio de 2010


Certezas que fogem...













Quer ouvir uma verdade? Tem coisa que machuca a gente de um jeito intenso e que, ao invés de melhorar, faz arder e queimar, deixando em carne viva. Uma das coisas mais importantes para mim é enxergar o outro. Antecipar as necessidades, talvez. Seja com um carinho, um beijo, uma palavra, uma atitude, um abraço, um silêncio, um grito. Até mesmo um berro é importante, tirar de dentro o que corrói os sentimentos, se expor, demonstrar, fazer. O tempo passa, as coisas vão se ajeitando, tudo vai sendo esquecido e o egoísmo impera. Não sou a toda poderosa, também sou egoísta. Mas procuro, até demais, olhar para quem está ao meu lado e tentar entender o que acontece dentro da pessoa. Profunda? Sim, muito. É tanta profundidade que cansa, me cansa, te cansa, cansa o universo. No meio disso, tento ser mais rasa, mas descubro que sentimento tem que ser profundo, senão não sobrevive.

Seria um erro esperar mais? Mais compreensão, mais doação, mais paciência, mais cuidado com o que sai da boca, mais emoção, mais verdade e menos palavras soltas e fogo de palha. Era para ser tão simples, afinal, a vida não é difícil como dizem nos livros. O ser humano não é tão complexo quanto alguém inventou um dia. Somos bichos, não somos? Agimos por instinto, fico me perguntando: será que é uma pena termos sentimentos? Porque somos julgados a toda hora por isso, por sentir. Por ser. Por amar. Não sei se eu sei amar direito. Talvez não saiba, mas existe uma forma certa, um jeito certo de amar? Talvez fosse melhor não ser tão inteira. Mas eu seria eu? Talvez, talvez eu fosse um eu-sem-sentimentos. Tudo se resolveria, estaria aí a grande chave para a felicidade? Não ter sentimentos, apenas deitar nos embalos divertidos da vida, sem responsabilidades, sem prestar contas com a consciência, sem nada de nada: apenas diversão, sorrisos, alegria. O que me faz bem permanece comigo, o que é ruim eu tento sufocar e se não der, babaus, jogo no lata de lixo mais próxima. Fim.
Quer me magoar? Diga que não sabe, adie, esqueça, diga que não tem certeza. Eu descobri: palavra para mim é coisa quase sagrada. Não que eu seja santa e imaculada, não que você seja sujo e imprestável. Mas procuro pensar bem antes de machucar. Prefiro ter conversas sérias olhando no olho. Prefiro entender que se algo é importante para você, vamos resolver, vamos falar sobre isso. As coisas não se resolvem pegando só o lado bom. A vida não é uma garrafa de Coca-Cola ("viva o lado bom da vida"). A vida, muitas vezes, é uma garrafa de uísque bem xexelento.
Tem gente que confunde as coisas. Não sou uma boneca, a gente não vai brincar o tempo inteiro, não posso ir para o quartinho de brinquedos, não pode me guardar no armário, não dá para me colocar na estante e pegar quando quiser. Eu também confundo as coisas. Ninguém sente igual a mim, ninguém gosta de tudo muito claro e transparente, às vezes as pessoas só querem viver. Sem porquês. E eu penso: por que questiono tanto? Não seria mais fácil ficar quieta e nadar de acordo com as ondas? Pode ser. Mas não consigo prender a respiração por muito tempo.


segunda-feira, 17 de maio de 2010

O amor controlado causou guerras, destruição
e muitas outras coisas que tiraram o


equilíbrio de um sistema...
É por isso que eu amo descontroladamente tudo e todos...
alguns mais que outros, e eu, mais que tudo e todos
incluindo os alguns e outros!!